Prova Oral

Prova Oral

O programa mais interativo da rádio, com temas diferentes, convidados diferentes e muita animação.
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Resumen del episodio

Neste episódio, o historiador Paulo M. Dias explora a complexidade da Idade Média portuguesa, abordando desde a origem das alcunhas e a estrutura social de privilégios até os desafios da higiene e da saúde na época. O diálogo revela como a nobreza utilizava conexões políticas para garantir impunidade e como a corte itinerante impactava as pequenas vilas. A conversa também reflete sobre a preservação da memória histórica, contrastando a durabilidade do papel com a fragilidade digital, e analisa curiosidades extraídas de documentos práticos. O historiador discute ainda a transição para o Renascimento e a permanência de certos comportamentos humanos através dos séculos.

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Destacados

O 90% dos homens se chamam João. É preciso encontrar um bocadinho de originalidade para diferenciar, não é?

00:02:42 · O convidado explica a origem das alcunhas como uma necessidade de diferenciação devido à escassez de nomes distintos na época.

Álvaro da Cunha, fidalgo do séquete do infante D. Henrique, cometeu duplo homicídio e violou uma mulher empampilhosa, cumprindo apenas 4 meses de degredo em África antes de ser perdoado.

00:14:41 · O historiador ilustra a impunidade e o uso de conexões políticas para obter penas leves entre a nobreza.

Eu diria que um dos grandes privilégios era não morrer cedo.

00:18:11 · O convidado responde à pergunta de um ouvinte sobre qual seria o maior luxo na Idade Média.

O que é que nos garante que daqui a 200 anos conseguimos sequer ler os ficheiros que temos agora?

00:31:35 · O convidado questiona a segurança da memória digital face à longevidade de suportes físicos como o papel.

Eu acho que o ser humano simplesmente não evolui. Temos contextos diferentes, temos mais tecnologia, temos muita coisa diferente, mas [...] as nossas atitudes perante diversidades, por exemplo, ou perante oportunidades, são muitas vezes as mesmas.

00:53:22 · O convidado expressa sua visão de que a essência e o comportamento humano permanecem constantes apesar das mudanças tecnológicas e contextuais.

Episodios

2784-

Paulo M. Dias

Neste episódio, o historiador Paulo M. Dias explora a complexidade da Idade Média portuguesa, abordando desde a origem das alcunhas e a estrutura social de privilégios até os desafios da higiene e da saúde na época. O diálogo revela como a nobreza utilizava conexões políticas para garantir impunidade e como a corte itinerante impactava as pequenas vilas. A conversa também reflete sobre a preservação da memória histórica, contrastando a durabilidade do papel com a fragilidade digital, e analisa curiosidades extraídas de documentos práticos. O historiador discute ainda a transição para o Renascimento e a permanência de certos comportamentos humanos através dos séculos.

24 jul. 2026
2783-

Filipa Dias

Este episódio apresenta uma entrevista detalhada com um consultor de envelhecimento e demências sobre as complexidades do declínio cognitivo e os desafios do cuidado a longo prazo. A conversa aborda sinais de alerta, a importância de validar emoções em vez de confrontar factos e estratégias para evitar conflitos e a infantilização dos idosos. A discussão explora também o impacto profundo das patologias neurodegenerativas na dinâmica familiar, os desafios financeiros do cuidado domiciliar e a necessidade de desconstruir o estigma em relação à institucionalização. O episódio encerra com orientações práticas para consultas médicas e o papel fundamental da preparação técnica no apoio às famílias.

23 jul. 2026
2782-

Entre a Arte e o Algoritmo

Este episódio apresenta um debate profundo sobre o impacto da inteligência artificial na arte e na música, explorando a tensão entre a inovação tecnológica e a preservação da essência humana. Os participantes discutem a necessidade de regulamentação, os desafios éticos da autoria e a importância de distinguir o processo criativo humano da produção automatizada. A discussão aborda também as implicações económicas do capitalismo de plataforma e a urgência de garantir direitos de autor e transparência para os criadores. O debate conclui que, embora a IA possa servir como uma ferramenta poderosa, a identidade, a emoção e o valor intrínseco da arte residem na experiência e no percurso humano.

22 jul. 2026
2781-

Pedro Pires

Neste episódio, o criativo Pedro Pires partilha a sua trajetória de 30 anos, explorando a natureza da criatividade como um estado mental e a importância do conteúdo substancial. A conversa aborda o impacto das redes sociais e da cultura dos likes na autenticidade das relações digitais e na indústria criativa. A discussão avança para o papel da Inteligência Artificial no processo editorial e de design, destacando-a como uma ferramenta de apoio à pesquisa e revisão, mas não substituta da originalidade. O episódio encerra com reflexões sobre a responsabilidade ética do designer na criação de marcas como artefactos culturais.

21 jul. 2026
2780-

Bruno Gonçalves

Neste episódio, o eurodeputado Bruno Gonçalves discute os desafios críticos da habitação, utilizando o modelo de Viena como referência para o parque habitacional público. A conversa explora as dinâmicas das novas gerações nas redes sociais, abordando a necessidade de educação emocional para combater a ansiedade e a importância do diálogo presencial para mitigar a polarização digital. A discussão estende-se à política europeia, enfatizando a urgência da soberania tecnológica e industrial face ao avanço da Inteligência Artificial. O debate encerra com reflexões sobre o papel do Estado, a necessidade de coragem no debate público perante o risco de cancelamento e as aspirações para o futuro de Portugal.

17 jul. 2026